Mais do mesmo. Nos tocamos aos poucos. Sucumbimos à embriaguez, à saudade.
Quão sacana você tem que ser para que eu peça que vá embora?
Se demora, disfarça, vai ficando, se ajeita no lugar que fiz teu.
Sem mais palavras, pedidos, desculpas.
Sabe que eu quero que fique, mas que não vou pedir pra ficar.
Me prometi despedidas de abraços longos, sem último beijo implorado.
Amanhã posso virar a esquina e esquecer que te esperava.
Dormimos a última noite abraçados, como amigos, os sonhos tratam de juntar os corpos que se tocam com uma sofreguidão quase tímida.
Ah, outro dia maldito que chega, nos desnorteia. Joga a realidade e a ressaca na cara, cobra a consciência.
Vai, fica. Vamos acender o baseado, preparar a cerveja, o rango, o filme e curtir a tranquilidade de estarmos juntos.
Fica, vai.
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