quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Às voltas com os tropeços

E para buscar dentro, no profundo, todo medo que há de ter. Toda essência buscada, almejada, e, ao mesmo tempo, evitada. Pois eu já aprendi que a liberdade não tem volta. Tem começo, mas, [que bom!] não tem fim.

E aí, nessa quimera desvairada, não haveria mais canto, escombro, escada. Desfarinharia as caixinhas, não seria mais matéria, nem gozo, nem tempo, nem porquê. Voaria sem alto, sem destino, sem parecer.


Aí então controle nenhum eu teria. Que medo!  O que, quem, então eu seria? Desassossego.  Mergulha fundo, submerge calvo, e descalço.  É certeza, é profundo. É meu mal e meu mundo.  É querer construir sem ter o partir de onde. É saber os muros, sem saber a fonte.  

Não sou promessa, nem consolo, nem nunca fui. É saber-se nada e querer tudo. É perder-se na madrugada, e querer ter lugar certo no mundo.  É retrair dúvidas, e regurgitar entranhas. É saber-se alma, e sentir-se estranha. Bactéria. Incômodo. Asilo. Esperança. Aniquilo. Espero. Admiro.

É paraíso em mente, é planar no fundo. É subtrair o recente, e riscar todo e qualquer futuro. É descobrir, é andar, é olhar, é sorrir.  É não mais querer levantar, mas saber que, enquanto e ainda, há muito mais lambreca por vir.

Pulo, pausa, retrocesso.

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