"É tão leve. Sem peso, sem pressa, sem pressão, sem culpa, sem medo", ele disse. Como se lesse o que meu suspiro não sabia dizer.
E se naquele dia eu não tivesse esquecido o isqueiro em casa e me virado várias vezes para a mesa ao lado, sorrindo, pedindo o isqueiro emprestado? Como foi que começamos a conversar na fila para o banheiro daquele bar? Estive lá por tantas vezes, conheci tantas pessoas irrelevantes, e como numa ocasião clichê do destino, nos encontramos.
Passado o efeito do vinho, das cervejas e da maria, só me lembrava do seu olhar forte, do seu jeito doce.
Tão bom ter aparecido.
Por acaso. No momento exato.
Depois das experiências frustradas, dos beijos perdidos, do amor desperdiçado, da descrença inevitável.
Estou feliz por estar aqui. Nenhum medo vai impedir a entrega.
Nenhum passado vai borrar a certeza tão simples.
Você está.
Nenhum comentário:
Postar um comentário