quinta-feira, 14 de junho de 2012

Como eu queria...

Como eu queria aprender a silenciar essa vontade errante.
Olhar-te com a indiferença aos mal quistos.
Não me sobressaltar com seu toque sem metafísica.

Contentar-me com a admiração à distância.
Não esperar um desenrolar que nunca virá.
Não acreditar num sentimento que não sei se existe.

Me indignar com a ausência de reciprocidade no desespero e urgência em te querer.
Me aquietar na certeza de que isso vai passar, com a paciência dos sábios.

Saber o que dizer.

Como eu queria não ter que fazer nada disso, e viver meus caminhos sem que a sua existência me pesasse tanto.


sábado, 9 de junho de 2012

No sorriso, lágrima.


"De tarde eu quero descansar, chegar ate a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção
Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou...

Existe algo que diz,
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem
Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos."

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Às voltas com as palavras

Inconsciente. Imagens, sons, cheiros, gostos, texturas, palavras.
Se fazem e desfazem em mim.

Inspiro sonhos, respiro instantes.
Um momento em que viver já não dói.

Na certeza de que instantes são tudo que me resta.
Tudo me escapa e tudo me tem. Me falta, corrói.

Verdades das quais vivo, procuro.
Viajo entre medos e nos caminhos procuro respostas.

A única certeza é que só nas palavras me encontro.
Só escrevendo me construo.
Nas palavras me derramo, faço, vivo, existo.